ecos de pedra é um projecto dedicado às plantas de climas secos, com destaque para os cactos e outras plantas suculentas, bem como, para as espécies da flora de Portugal e de ecossistemas mediterrânicos em geral.


Inspirado pelas paisagens rochosas, pela vegetação que cresce nas fissuras de rochas e nos solos pedregosos e áridos, através de práticas adequadas, cultivo em vaso e jardim, as plantas características desses ambientes, ou facilito aos interessados, os conhecimentos técnicos que lhes permitam cultivar com sucesso, essas plantas.


Através da fotografia, gostaria de induzir outras pessoas a fascinarem-se pelo mundo das plantas, a despertar o entusiasmo pela botânica e a valorizar o património natural.


- 𝘑𝘰𝘳𝘨𝘦 𝘔𝘰𝘶𝘳𝘢 -


ecos de pedra | blog

floração ou inflorescência de strelitzia nicolai, fotografada no Jardim Botânico de Lisboa
Por ecos 21 de setembro de 2026
É uma das três espécies de 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 de maior porte, a par da S. caudata e S. alba , possuindo hábito arbóreo. Semelhante a uma bananeira gigante, apresenta múltiplos caules lenhosos eretos que atingem de 8 a 12 m de altura, as touceiras formadas podem expandir-se por mais de 4 m. O caule é lenhoso e de textura lisa, apresentando coloração que varia do cinza-claro ao cinza-escuro e marcas deixadas pelas cicatrizes de folhas antigas. Presas ao caule por pecíolos longos e espessos, encontram-se folhas enormes e opostas, brilhantes e de cor verde-acinzentada, cujos limbos podem atingir até 2 metros de comprimento. Essas folhas rasgam-se com o vento, passando a lembrar penas gigantes. A flor da 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 𝘯𝘪𝘤𝘰𝘭𝘢𝘪 pode atingir até 500 mm de comprimento. As flores apresentam sépalas brancas e pétalas azuis, sendo compostas por cinco brácteas em formato de barco, de coloração azul-arroxeada. O conjunto floral assemelha-se à cabeça de uma ave, com uma crista branca e um bico arroxeado. A planta pode florescer durante todo o ano, com um pico de floração na primavera e no verão. Após a floração, surgem as cápsulas de sementes. As sementes são pretas e apresentam na sua extremidade, um tufo de arilo lanoso de cor laranja-vivo. São produzidas principalmente no outono e no inverno.
Por ecos 8 de setembro de 2026
O dragoeiro, como é geralmente conhecido, é uma espécie de porte arbóreo, robusto, arquitectural e exótico, fazendo lembrar um fóssil-vivo, nativa da região da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde). O tronco ramifica-se após a floração, formando uma copa densa e ampla em formato de guarda-chuva, que pode atingir mais de 15 metros de altura. É uma espécie de crescimento lento, extremamente resiliente que pode viver centenas de anos. Possui folhas rígidas, pontiagudas e verde-acinzentadas dispostas em rosetas. As flores são pequenas e esverdeadas, dando origem a bagas globosas de cor laranja quando maduras. Está classificada na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “Vulnerável (VU)” no seu estado selvagem, embora muitas avaliações regionais e fontes a apontem localmente como “em perigo” devido à forte fragmentação e redução das populações naturais, devido à destruição do habitat. Apesar disto, é muito cultivada e apreciada mundialmente como planta ornamental e no paisagismo. Em Portugal continental, os exemplares mais antigos, famosos e monumentais de dragoeiro, podem ser observados em Lisboa, integrados em jardins históricos, tais como o Jardim Botânico da Ajuda e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Há também exemplares ornamentais noutras regiões do país, principalmente no litoral, em zonas de clima ameno e livres de geadas, podendo encontrar-se bons exemplares na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve. A sua característica mais famosa é a seiva translúcida que, ao oxidar em contacto com o ar, se torna vermelha e pastosa. Esta resina foi historicamente muito valiosa para fins medicinais e tinturaria. 
Por ecos 26 de outubro de 2025
Esta salva, como o próprio nome sugere, é nativa das Ilhas Canárias. É uma espécie que pode atingir facilmente 2 m de altura e largura. A variedade “ candidissima ”, caracteriza-se por apresentar uma folhagem com maior quantidade de pelos esbranquiçados/acinzentados que a forma típica da espécie, o que lhe confere um aspeto prateado. As folhas, de forma algo triangular, são altamente aromáticas. Quando se encontra em floração, as longas inflorescências, os cálices e brácteas magenta ou púrpura das flores, tornam a planta muito vistosa. É uma espécie muito apropriada para jardins rochosos, jardins mais ou menos secos, bem drenados e ensolarados. Apesar de ter alguma resistência à secura do solo, a aplicação de água adicional no verão, permite prologar a floração, praticamente desde a primavera ao outono e ao mesmo tempo, tornar as plantas mais atraentes. Tem alguma resistência às geadas, aqui no jardim, já passou vários invernos com a temperatura mínima a descer a -4 / -5 º C. Caso se queime com as geadas, um corte a cerca de 20-30 cm do solo, permite que as plantas regenerem facilmente na primavera. Mantendo as plantas em locais bem arejados e drenados, revela bastante resistência a doenças e pragas. Reproduz-se facilmente por semente ou estacaria. É por tudo isto, uma espécie muito adequada para jardins em que haja espaço disponível para crescer na sua plenitude, criando facilmente pontos de interesse, tanto pela folhagem, como pela floração colorida.
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