ecos de pedra é um projecto dedicado às plantas de climas secos, com destaque para os cactos e outras plantas suculentas, bem como, para as espécies da flora de Portugal e de ecossistemas mediterrânicos em geral.


Inspirado pelas paisagens rochosas, pela vegetação que cresce nas fissuras de rochas e nos solos pedregosos e áridos, através de práticas adequadas, cultivo em vaso e jardim, as plantas características desses ambientes, ou facilito aos interessados, os conhecimentos técnicos que lhes permitam cultivar com sucesso, essas plantas.


Através da fotografia, gostaria de induzir outras pessoas a fascinarem-se pelo mundo das plantas, a despertar o entusiasmo pela botânica e a valorizar o património natural.


- 𝘑𝘰𝘳𝘨𝘦 𝘔𝘰𝘶𝘳𝘢 -


ecos de pedra | blog

Por ecos 8 de setembro de 2026
O dragoeiro, como é geralmente conhecido, é uma espécie de porte arbóreo, robusto, arquitectural e exótico, fazendo lembrar um fóssil-vivo, nativa da região da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde). O tronco ramifica-se após a floração, formando uma copa densa e ampla em formato de guarda-chuva, que pode atingir mais de 15 metros de altura. É uma espécie de crescimento lento, extremamente resiliente que pode viver centenas de anos. Possui folhas rígidas, pontiagudas e verde-acinzentadas dispostas em rosetas. As flores são pequenas e esverdeadas, dando origem a bagas globosas de cor laranja quando maduras. Está classificada na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “ Vulnerável (VU)” no seu estado selvagem, embora muitas avaliações regionais e fontes a apontem localmente como “ em perigo” devido à forte fragmentação e redução das populações naturais, devido à destruição do habitat. Apesar disto, é muito cultivada e apreciada mundialmente como planta ornamental e no paisagismo. Em Portugal continental, os exemplares mais antigos, famosos e monumentais de dragoeiro, podem ser observados em Lisboa, integrados em jardins históricos, tais como o Jardim Botânico da Ajuda e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Há também exemplares ornamentais noutras regiões do país, principalmente no litoral, em zonas de clima ameno e livres de geadas, podendo encontrar-se bons exemplares na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve. A sua característica mais famosa é a seiva translúcida que, ao oxidar em contacto com o ar, se torna vermelha e pastosa. Esta resina foi historicamente muito valiosa para fins medicinais e tinturaria. Outras leituras: Plataforma Florestas: https://florestas.pt/descobrir/dragoeiro-a-especie-e-o-mais-antigo-sangue-de-dragao-em-lisboa/ Arquipélagos: https://www.arquipelagos.pt/imagem/dragoeiro-madeirense-do-jardim-botanico-da-ajuda-1680-a-1740-c-lisboa-portugal/ Flora-On Açores: https://acores.flora-on.pt/#/0FTtg Life IP Azores Natura: https://www.lifeazoresnatura.eu/biodiversidade/dragoeiro/
Por ecos 26 de outubro de 2025
Esta salva, como o próprio nome sugere, é nativa das Ilhas Canárias. É uma espécie que pode atingir facilmente 2 m de altura e largura. A variedade “ candidissima ”, caracteriza-se por apresentar uma folhagem com maior quantidade de pelos esbranquiçados/acinzentados que a forma típica da espécie, o que lhe confere um aspeto prateado. As folhas, de forma algo triangular, são altamente aromáticas. Quando se encontra em floração, as longas inflorescências, os cálices e brácteas magenta ou púrpura das flores, tornam a planta muito vistosa. É uma espécie muito apropriada para jardins rochosos, jardins mais ou menos secos, bem drenados e ensolarados. Apesar de ter alguma resistência à secura do solo, a aplicação de água adicional no verão, permite prologar a floração, praticamente desde a primavera ao outono e ao mesmo tempo, tornar as plantas mais atraentes. Tem alguma resistência às geadas, aqui no jardim, já passou vários invernos com a temperatura mínima a descer a -4 / -5 º C. Caso se queime com as geadas, um corte a cerca de 20-30 cm do solo, permite que as plantas regenerem facilmente na primavera. Mantendo as plantas em locais bem arejados e drenados, revela bastante resistência a doenças e pragas. Reproduz-se facilmente por semente ou estacaria. É por tudo isto, uma espécie muito adequada para jardins em que haja espaço disponível para crescer na sua plenitude, criando facilmente pontos de interesse, tanto pela folhagem, como pela floração colorida.
Flores de cebola albarrã (drimia maritima)
Por ecos 24 de outubro de 2025
No último dia de setembro, aproveitando o calor que ainda se fazia sentir ao entardecer, os pés fizeram-se ao caminho num pequeno troço da designada Via Romana |PR4, no concelho vizinho de Sardoal. Deixando a viatura no parque de estacionamento da zona industrial, o percurso começa junto à pequena rotunda nas proximidades da Abrangreen. Como os dias são mais curtos, para aproveitar ainda alguma luz decente para tirar fotografias às plantas, era necessário não alongar muito o percurso. Iniciando a marcha a partir da rotunda, seguindo sempre pelo caminho em terra, sem derivações para trilhos laterais, este troço da PR4 – Via Romana alcança a Rua de S. Bartolomeu e termina quando esta intersecta com a EN359/Rua das Flores, que em sentido ascendente leva à localidade de Valhascos. De uma extremidade à outra do percurso distam 1,95 km, ida e volta representa praticamente 4 Km. 
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