ecos de pedra | blog



É uma das três espécies de 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 de maior porte, a par da S. caudata e S. alba, possuindo hábito arbóreo. Semelhante a uma bananeira gigante, apresenta múltiplos caules lenhosos eretos que atingem de 8 a 12 m de altura, as touceiras formadas podem expandir-se por mais de 4 m.


O caule é lenhoso e de textura lisa, apresentando coloração que varia do cinza-claro ao cinza-escuro e marcas deixadas pelas cicatrizes de folhas antigas. Presas ao caule por pecíolos longos e espessos, encontram-se folhas enormes e opostas, brilhantes e de cor verde-acinzentada, cujos limbos podem atingir até 2 metros de comprimento. Essas folhas rasgam-se com o vento, passando a lembrar penas gigantes.


A flor da 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 𝘯𝘪𝘤𝘰𝘭𝘢𝘪 pode atingir até 500 mm de comprimento. As flores apresentam sépalas brancas e pétalas azuis, sendo compostas por cinco brácteas em formato de barco, de coloração azul-arroxeada. O conjunto floral assemelha-se à cabeça de uma ave, com uma crista branca e um bico arroxeado. A planta pode florescer durante todo o ano, com um pico de floração na primavera e no verão. Após a floração, surgem as cápsulas de sementes. As sementes são pretas e apresentam na sua extremidade, um tufo de arilo lanoso de cor laranja-vivo. São produzidas principalmente no outono e no inverno.



Jardim exterior da Estufa Fria, Lisboa | março de 2024



Distribuição, habitat e ecologia


Ocorre naturalmente em florestas costeiras perenes e áreas de vegetação arbustiva densa no leste da África do Sul, estendendo-se desde Gonubie, ao norte, até ao sul de Moçambique. É também considerada nativa de Moçambique, Botsuana e Zimbabué. Relata-se que a espécie está naturalizada no leste do México (Estado de Veracruz) e na Austrália, onde se estabeleceu no norte de Nova Gales do Sul e no sul de Queensland.


As flores fornecem néctar que atrai aves do género Nectarinia. Certos macacos alimentam-se da parte macia das flores, bem como do arilo alaranjado das sementes, enquanto sapos e patos frequentemente procuram refúgio nas touceiras ao longo dos rios.



Em floração no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa | março de 2024



O cultivo no exterior, em Portugal


A 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 𝘯𝘪𝘤𝘰𝘭𝘢𝘪 pode ser cultivada no exterior em Portugal, sendo uma espécie muito apreciada pelo seu visual tropical, exótico e imponente.

É uma excelente planta de destaque ou para criar barreiras visuais, a folhagem persistente que chama a atenção o ano todo, permite suavizar o aspecto de elementos de alvenaria, construções e piscinas, além de criar um contraste agradável com relvados e arbustos de folhagem perene. Surpreendentemente, consegue sobreviver por vários anos em vasos grandes, o que pode ser a melhor opção de cultivo se apenas estiver disponível um pátio ou um jardim pequeno.



A ter ainda em conta:


O vento: as folhas gigantes rasgam-se muito facilmente com o vento forte. Se o objetivo no jardim for manter as folhas inteiras e com um visual impecável, há que escolher um local bem abrigado.

O sol de verão: embora cresça com sol direto, o sol escaldante das tardes de julho e agosto no interior do país pode queimar as folhas. Em zonas muito quentes, a meia-sombra, apanhando apenas o sol da manhã, é o ideal.


No entanto, o sucesso do seu crescimento depende diretamente da região do país em que cresce, devido à sua sensibilidade ao frio extremo e às geadas. O comportamento desta espécie varia consoante as diversas regiões de Portugal:


Regiões mais adequadas ao cultivo:


Algarve, Litoral Alentejano e Ilhas (Madeira e Açores)


Estas zonas são perfeitas para a plantação diretamente no solo. O clima ameno, com invernos suaves onde as temperaturas raramente descem abaixo dos 10°C, permite que a planta cresça de forma vigorosa, atingindo o seu porte máximo e florescendo com maior facilidade.


Área Metropolitana de Lisboa e litoral centro/norte


É perfeitamente possível cultivá-la no exterior nestas regiões, mas com alguns cuidados estratégicos:


Localização abrigada: deve ser plantada junto a muros, fachadas viradas a sul ou sob a proteção de árvores mais altas para moderar o vento forte e proteger a folhagem.


Risco de geada: embora tolere quedas de temperatura pontuais, exposições prolongadas perto dos 0°C ou geadas queimam as folhas. Em zonas destas regiões sujeitas a geadas ligeiras, o ideal é cultivá-la num vaso grande no terraço ou pátio para que possa ser recolhida ou protegida no período mais frio do inverno.


Regiões de Risco: interior norte e centro (Trás-os-Montes, Beiras e Alto Alentejo)


Nestas zonas de inverno rigoroso e geadas frequentes, o cultivo no exterior diretamente no solo não é recomendado, pois a planta dificilmente sobreviverá ao inverno. A melhor abordagem é mantê-la como planta de interior ou mantê-la em vaso no exterior apenas durante os meses de primavera e verão, recolhendo-a antes das primeiras noites frias de outono. 



Parque das Nações, Lisboa |  julho de 2026



Cultivo e propagação


Esta espécie é cultivada tanto em ambiente de interior como de exterior, neste último caso, em climas mais quentes ou amenos, onde não ocorram geadas frequentes.

A planta prefere solos ricos, ácidos, de humidade constante e boa drenagem, em locais com exposição de sol pleno a meia-sombra. No entanto, ela prospera igualmente bem em áreas com pluviosidade mais baixa, adaptando-se rapidamente, particularmente em regiões costeiras ou que recebam influência da brisa marítima ao longo do ano. A luminosidade é vital para o crescimento, assim como a exposição à luz solar é essencial para uma produção adequada de flores.


A propagação é realizada por meio da divisão de touceiras ou retirada de rebentos laterais. A propagação por semente é mais demorada, as plantas levam vários anos de crescimento até começarem a florir.


As sementes de Strelitzia nicolai demoram, em média, entre 1 e 3 meses para germinar, embora o processo seja bastante irregular. Em condições menos ideais ou se as sementes forem antigas, o tempo de germinação pode estender-se até aos 6 meses ou mesmo a um ano.

A camada exterior destas sementes é muito dura e impermeável, o que atrasa a entrada de água e oxigénio para despertar o embrião.

 

Acelerar a germinação (quebra de dormência da semente)


Para acelerar a germinação, muitas vezes reduzindo o tempo para 20 a 30 dias, recomenda-se:

  • Remover a "pluma" laranja: retirar por completo os pelos de algodão alaranjados que revestem a semente, pois libertam substâncias que atrasam a germinação;
  • Escarificação (desgaste): lixar ligeiramente a casca preta da semente com uma lixa de unhas fina, apenas até perder o brilho, sem atingir o miolo interior, o que irá ajudar a água a penetrar;
  • Demolhar as sementes em água morna durante 24 a 48 horas antes de as plantar. Mudar a água uma ou duas vezes durante este período.


Condições ideais para a sementeira:


  • Substrato: utilizar uma mistura leve, porosa e rica em matéria orgânica (como terra vegetal misturada com areia ou perlite).


  • Profundidade: enterrar a semente a baixa profundidade, no máximo a 0,5 cm da superfície.


  • Temperatura e humidade: manter o substrato constantemente húmido (mas nunca encharcado) e colocar a sementeira num local quente, idealmente com temperaturas estáveis entre os 20 °C e os 25 °C. O vaso pode cobrir-se com plástico transparente para reter a humidade. 



Parque das Nações, Lisboa | março de 2024




Exemplares notáveis de Strelitzia nicolai em Portugal


Em Portugal, os exemplares mais notáveis e de porte monumental desta estrelícia, encontram-se conservados principalmente, em jardins botânicos e outros jardins ou espaços públicos. Devido às décadas de crescimento livre diretamente no solo, estes exemplares assumiram o seu verdadeiro porte arbóreo, assemelhando-se a palmeiras gigantescas.

Os locais mais emblemáticos onde se pode observar esta espécie arborescente em todo o seu esplendor são:


  • Estufa Fria de Lisboa: na entrada principal deste icónico espaço na capital, junto ao lago, destaca-se um enorme exemplar que, devido à sua imponência e folhas gigantescas, é frequentemente confundido pelos visitantes com uma bananeira.


  • Jardim Botânico da Universidade de Coimbra: apesar do centro do país ser mais frio, este jardim histórico possui um microclima único na zona conhecida como o Recanto Tropical. É lá que se encontram exemplares monumentais de Strelitzia nicolai (identificadas localmente como estrelícias-arbóreas), protegidas pela densa vegetação envolvente e pela excelente exposição solar do vale.



  • Tapada da Ajuda (Lisboa): a coleção botânica de acesso público do Instituto Superior de Agronomia (ISA) possui exemplares desta espécie plantados em solo aberto (especificamente mapeados nas parcelas 05 e 12), ideais para observar o seu comportamento arbóreo.

 

Região Autónoma da Madeira

É na Madeira que a Strelitzia nicolai atinge o seu esplendor máximo em Portugal. O clima subtropical da ilha permite que a planta cresça de forma exuberante, atingindo facilmente os 8 a 10 metros de altura e florescendo quase todo o ano.

 

  • Jardim Botânico da Madeira (Funchal): alberga alguns dos exemplares mais antigos e altos do país, perfeitamente integrados na coleção de flora exótica e tropical.


  • Jardins de hotéis históricos da Madeira: Muitos dos hotéis emblemáticos e quintas do Funchal (como os jardins do Belmond Reid's Palace) ostentam touceiras massivas desta espécie nas suas frentes viradas para o mar, onde o vento é moderado e a humidade é constante.


Algarve


No Algarve, devido ao clima marcadamente mediterrânico, com invernos suaves e ausência quase total de geadas, a Strelitzia nicolai desenvolve-se de forma excecional. Ao contrário do resto do país, onde está mais circunscrita a estufas ou jardins botânicos, no sul, ela surge em grandes aglomerados arbóreos em resorts de luxo, hotéis, jardins e quintas privadas. Por toda a região do Algarve — desde os jardins públicos de Vilamoura e Albufeira até aos resorts de luxo na Quinta do Lago — a Strelitzia nicolai é amplamente utilizada em projetos de paisagismo.



Jardim Botânico Tropical, Lisboa | outubro de 2023

Strelitzia nicolai, na companhia de algumas palmeiras do género Washingtonia





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Por ecos 8 de setembro de 2026
O dragoeiro, como é geralmente conhecido, é uma espécie de porte arbóreo, robusto, arquitectural e exótico, fazendo lembrar um fóssil-vivo, nativa da região da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde). O tronco ramifica-se após a floração, formando uma copa densa e ampla em formato de guarda-chuva, que pode atingir mais de 15 metros de altura. É uma espécie de crescimento lento, extremamente resiliente que pode viver centenas de anos. Possui folhas rígidas, pontiagudas e verde-acinzentadas dispostas em rosetas. As flores são pequenas e esverdeadas, dando origem a bagas globosas de cor laranja quando maduras. Está classificada na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “Vulnerável (VU)” no seu estado selvagem, embora muitas avaliações regionais e fontes a apontem localmente como “em perigo” devido à forte fragmentação e redução das populações naturais, devido à destruição do habitat. Apesar disto, é muito cultivada e apreciada mundialmente como planta ornamental e no paisagismo. Em Portugal continental, os exemplares mais antigos, famosos e monumentais de dragoeiro, podem ser observados em Lisboa, integrados em jardins históricos, tais como o Jardim Botânico da Ajuda e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Há também exemplares ornamentais noutras regiões do país, principalmente no litoral, em zonas de clima ameno e livres de geadas, podendo encontrar-se bons exemplares na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve. A sua característica mais famosa é a seiva translúcida que, ao oxidar em contacto com o ar, se torna vermelha e pastosa. Esta resina foi historicamente muito valiosa para fins medicinais e tinturaria. 
Por ecos 26 de outubro de 2025
Esta salva, como o próprio nome sugere, é nativa das Ilhas Canárias. É uma espécie que pode atingir facilmente 2 m de altura e largura. A variedade “ candidissima ”, caracteriza-se por apresentar uma folhagem com maior quantidade de pelos esbranquiçados/acinzentados que a forma típica da espécie, o que lhe confere um aspeto prateado. As folhas, de forma algo triangular, são altamente aromáticas. Quando se encontra em floração, as longas inflorescências, os cálices e brácteas magenta ou púrpura das flores, tornam a planta muito vistosa. É uma espécie muito apropriada para jardins rochosos, jardins mais ou menos secos, bem drenados e ensolarados. Apesar de ter alguma resistência à secura do solo, a aplicação de água adicional no verão, permite prologar a floração, praticamente desde a primavera ao outono e ao mesmo tempo, tornar as plantas mais atraentes. Tem alguma resistência às geadas, aqui no jardim, já passou vários invernos com a temperatura mínima a descer a -4 / -5 º C. Caso se queime com as geadas, um corte a cerca de 20-30 cm do solo, permite que as plantas regenerem facilmente na primavera. Mantendo as plantas em locais bem arejados e drenados, revela bastante resistência a doenças e pragas. Reproduz-se facilmente por semente ou estacaria. É por tudo isto, uma espécie muito adequada para jardins em que haja espaço disponível para crescer na sua plenitude, criando facilmente pontos de interesse, tanto pela folhagem, como pela floração colorida.
Flores de cebola albarrã (drimia maritima)
Por ecos 24 de outubro de 2025
No último dia de setembro, aproveitando o calor que ainda se fazia sentir ao entardecer, os pés fizeram-se ao caminho num pequeno troço da designada Via Romana |PR4, no concelho vizinho de Sardoal. Deixando a viatura no parque de estacionamento da zona industrial, o percurso começa junto à pequena rotunda nas proximidades da Abrangreen. Como os dias são mais curtos, para aproveitar ainda alguma luz decente para tirar fotografias às plantas, era necessário não alongar muito o percurso. Iniciando a marcha a partir da rotunda, seguindo sempre pelo caminho em terra, sem derivações para trilhos laterais, este troço da PR4 – Via Romana alcança a Rua de S. Bartolomeu e termina quando esta intersecta com a EN359/Rua das Flores, que em sentido ascendente leva à localidade de Valhascos. De uma extremidade à outra do percurso distam 1,95 km, ida e volta representa praticamente 4 Km. 
Por ecos 27 de agosto de 2025
Ophrys é um género de orquídeas herbáceas, perenes, permanecendo no período quente e seco do ano, na forma de tubérculos subterrâneos. As folhas, verdes e sem manchas, são ovadas a lanceoladas e estão dispostas helicoidalmente. As flores são muito variáveis consoante as espécies e visualmente muito especiais. A polinização neste género, tem características peculiares, uma vez que as flores fazem lembrar as flores de insectos, na sua cor, aspecto, pilosidade e odor, como os himenópteros (vespas, abelhas, abelhões, etc.). O odor emanado por estas orquídeas, imita o das feromonas femininas dos insectos. Esta semelhança é muito específica, levando um macho de uma espécie, a ser atraído pela flor de uma Ophry s específica e a tentar copular com ela. Nesse processo, as polínias ficam frequentemente aderidas à cabeça ou abdómen do insecto. Mais tarde, quando este visita uma nova flor, deposita lá o pólen, recolhendo ainda novas polínias que seguirão consigo até uma outra flor. A classificação das espécies neste género não é muito consensual, podendo variar muito em grupos como os das O. fusca, O. scolopax e O. tenthredinifera . Em Abrantes, podemos encontrar cinco espécies, sendo que algumas aparecem muito localizadamente e em reduzido número de indivíduos. Por questões de proteção das plantas, não são divulgadas as suas localizações.
Por ecos 25 de agosto de 2025
𝘌𝘶𝘱𝘩𝘰𝘳𝘣𝘪𝘢 𝘣𝘢𝘭𝘴𝘢𝘮𝘪𝘧𝘦𝘳𝘢 Jardim Botânico - Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), Rua da Escola Politécnica Espécie nativa das Ilhas Canárias, oeste de Marrocos e Saara Ocidental. Arbusto semi-suculento, que pode desenvolver-se numa grande diversidade de formas, desde mais ou menos rastejante até uma pequena árvore de 2 (5) m, conforme as condições a que se encontra exposto, geralmente bastante ramificado desde a base. Cresce em zonas rochosas e solos arenosos. É conhecida pela sua resina perfumada (“balsamifera” assim o sugere), sendo utilizada para fins medicinais. Na medicina tradicional, a resina é usada como remédio para várias doenças, incluindo infeções de pele, distúrbios digestivos e problemas respiratórios. É uma espécie muito interessante para cultivo em jardins secos ou de baixa disponibilidade hídrica, em zonas de invernos amenos, livres de geadas. É igualmente procurada, pela facilidade com que se cultiva em vaso, formando exemplares esculturais de bonsai suculentos. https://www.ulisboa.pt/patrimonio/jardim-botanico-de-lisboa https://llifle.com/.../Euphor.../17339/Euphorbia_balsamifera https://www.botanicohub.com/plant.../euphorbia-balsamifera As fotos que se seguem, mostram algumas das plantas notáveis, existentes no Jardim Botânico - Museu Nacional de História Natural. 
Por ecos 20 de agosto de 2025
𝘌𝘶𝘱𝘩𝘰𝘳𝘣𝘪𝘢 𝘱𝘪𝘴𝘤𝘢𝘵𝘰𝘳𝘪𝘢 (figueira-do-inferno) Endémica do Arquipélago da Madeira (Ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas, estando ausente das Ilhas Selvagens) Habita em locais secos, pedregosos e ensolarados, como falésias costeiras ou zonas perturbadas a baixas altitudes, quentes e de menor pluviosidade do arquipélago, indo do nível do mar até cerca de 300 (600) m de altitude. Arbusto suculento de uns 2 m de altura, copa de aspecto arredondado, formada por caules bastante ramificados. As folhas encontram-se nos ápices dos ramos e os caules ficam praticamente sem elas, nos períodos quentes e secos. Floresce de janeiro a agosto, as flores amarelas-esverdeadas (a vermelho-escuro) dão lugar aos frutos (cápsulas) de cor avermelhada quando maduros, onde se inserem as sementes. Os nectários das flores, produzem uma substância que atrai as moscas e outros insectos, promovendo assim a sua polinização. O epíteto “piscatoria” foi atribuído em referência ao uso do seu látex, para atordoar os peixes presos em cavidades de rocha, cheias de água à beira-mar pela subida das marés. Espécie de elevado potencial ornamental, especialmente para quem se interessa por plantas suculentas ou caudiciformes. Pode cultivar-se no exterior, mas apenas em jardins costeiros ou zonas sem geadas, em solos bem drenados ou jardins rochosos, ou em vaso, possibilitando a recolha das plantas para abrigo nos dias em que se preveja a queda de geada. Propaga-se facilmente por sementes. Outras leituras: Árvores e Arbustos de Portugal https://www.arvoresearbustosdeportugal.com/.../figueira.../ Flora-On Madeira https://madeira.flora-on.pt/?q=Euphorbia+piscatoria BioDiversity4All – fotos da espécie na natureza https://www.biodiversity4all.org/.../342090.../browse_photos Dias com Árvores https://dias-com-arvores.blogspot.com/.../pescando-em... Fotos 1 a 5: Jardim Garcia de Orta, Parque das Nações, Lisboa | março 2024
Por ecos 15 de agosto de 2025
𝘌𝘶𝘱𝘩𝘰𝘳𝘣𝘪𝘢 𝘮𝘦𝘭𝘭𝘪𝘧𝘦𝘳𝘢 (alindres, figueira-do-inferno, alhendros, figueira-de-alhendros) Parque de Monserrate, Sintra | março 2024 Arbusto ou pequena árvore, podendo atingir 8 m de altura, endémica da Ilha da Madeira e Canárias. Floresce na primavera. As flores são têm um leve cheiro a mel. Pode utilizar-se em jardins em Portugal, apreciando alguma sombra e humidade, onde adquire um aspecto mais luxuriante, mas também em locais mais expostos e ensolarados. Suporta geadas, desde que não sejam muito fortes e prolongadas. Propaga-se facilmente por semente. Em alturas do ano mais secas, perde parte da folhagem, ficando os caules mais expostos e assemelhando-se a uma planta suculenta. Outras leituras: Flora-On Madeira https://madeira.flora-on.pt/?q=Euphorbia+mellifera Árvores e arbustos de Portugal https://www.arvoresearbustosdeportugal.com/.../alindres.../ Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Euphorbia_mellifera
Por ecos 10 de agosto de 2025
𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘩𝘢𝘻𝘦𝘭𝘪𝘢𝘯𝘢 𝘷𝘢𝘳. 𝘩𝘰𝘸𝘮𝘢𝘯𝘯𝘪𝘪 (𝘴𝘺𝘯. 𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘩𝘰𝘸𝘮𝘢𝘯𝘯𝘪𝘪) (Planta produzida em cultivo 𝘪𝘯 𝘷𝘪𝘵𝘳𝘰, na Succulent Tissue Culture, NL; Ref: STC.10051, 2012) Endémica das falésias nas Chimanimani Mountains, em Moçambique e Zimbabwe, onde cresce em zonas rochosas e sombreadas, a 1600 – 2300 m de altitude. Distingue-se facilmente de outras espécies de 𝘈𝘭𝘰𝘦, pelo seu hábito de crescimento pendente e a margem da folha hialina, quase translúcida. Forma tufos compostos por vários caules, que podem atingir 75 cm de comprimento e até 2 cm de espessura. Produz inflorescências simples, de 30–50 cm de altura, curvando-se para cima. Fotos da espécie na natureza: https://www.mozambiqueflora.com/speciesdata/species.php... https://www.zimbabweflora.co.zw/speciesdata/species.php... https://www.gbif.org/occurrence/4993765055
Por ecos 5 de agosto de 2025
𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘤𝘢𝘭𝘤𝘢𝘪𝘳𝘰𝘱𝘩𝘪𝘭𝘢 ( syn. 𝘎𝘶𝘪𝘭𝘭𝘢𝘶𝘮𝘪𝘯𝘪𝘢 𝘤𝘢𝘭𝘤𝘢𝘪𝘳𝘰𝘱𝘩𝘪𝘭𝘢) (Planta produzida em cultivo 𝘪𝘯 𝘷𝘪𝘵𝘳𝘰, na Succulent Tissue Culture, NL; 2008; Ref: STC.010024, clone 2) Espécie restrita a uma pequena área a leste do Massif d’Itremo, província de Fianarantsoa, no centro de Madagáscar, a cerca de 1.300 – 1.400 m de altitude. Habita em afloramentos de mármore calcário, expostos e sazonalmente dessecados, em areia calcária fina e solo argiloso em fendas, entre cascalho de mármore, em conjunto com gramíneas e outras suculentas. Aloé compacto, forma pequenos tufos de vários rebentos que aparecem a partir da base. O caule é curto, mas alongado, densamente coberto por folhas e restos de folhas secas persistentes. As folhas verde-azulado escuras, de uns 5 - 8 cm de comprimento, apresentam um arranjo dístico (que se dispõem em duas filas opostas, de um e outro lado de um mesmo eixo). As folhas velhas permanecem na planta por muito tempo e podem atuar como meio de conservar a humidade perto das raízes. Estas possuem um canal ao longo da parte superior, mas na natureza, durante a estação seca, as margens das folhas dobram-se e os dentes marginais claros entrelaçam-se, lembrando quase, as mandíbulas de um crocodilo. Este arranjo invulgar das folhas em forma de leque, parece ideal para as plantas se adaptarem às fendas e fissuras das rochas onde crescem. A planta tem uma forma bastante estilizada e arquitetónica. No período de floração, geralmente em dezembro – janeiro, em Portugal, aparecem inflorescências não ramificadas, delgadas, de até 40 cm de comprimento, onde se inserem as pequenas flores brancas, uma cor pouco habitual no género 𝘈𝘭𝘰𝘦. Quanto ao cultivo, e tendo em mente a característica calcária do substrato onde cresce, na natureza, recomenda-se um composto drenante e grosseiro, contendo se possível, lascas de calcário, cascalho e areia com um pouco de turfa ou substrato orgânico adicionado. Ainda como nota de tratamento, é de referir que cultivo esta espécie no exterior o ano inteiro, embora abrigado por telheiro, da chuva e do sol direto. Nos dias mais frios do inverno, encontra-se protegido por manta térmica (tela anti-geada) e a rega é reduzida ao mínimo, cerca de duas vezes por mês, mas mantendo ainda alguma humidade do solo, enquanto se encontra em floração. Por fim, o crescimento é bastante lento, não sendo das espécies mais fáceis de cultivar, em comparação com outras espécies de aloé de pequeno porte. Informação adaptada e que se encontra disponível para utilização mediante licença ( https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ ), em: «Aloe Calcairophila Aloaceae». Protected Areas, https://protectedareas.mg/document/show/164435 Fotos da espécie na natureza: https://www.biodiversity4all.org/.../363196.../browse_photos A planta das fotos que se seguem, foi produzida em cultivo 𝘪𝘯 𝘷𝘪𝘵𝘳𝘰, na Succulent Tissue Culture , NL; 2008; Ref: STC.010024, clone 2
Por ecos 28 de julho de 2025
𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘳𝘦𝘪𝘵𝘻𝘪𝘪 Tem a sua distribuição natural, numa pequena área do distrito de Mpumalanga, no norte de KwaZulu-Natal (África-do-Sul). As plantas são acaules, formando rosetas solitárias de 60 a 90 cm de altura, de folhas verde-azuladas e espinhos castanho-avermelhados. Espécie rústica e tolerante a algum frio e geadas (-6º C ?), sendo por isso uma boa opção em jardins, onde outras espécies são mais afetadas pelo inverno. As inflorescências aparecem no fim do verão ou início do outono e as plantas completam a floração antes do frio aparecer e fazer estragos. Apesar destas características que jogam a favor da sua utilização em jardinagem, é relativamente rara, aparecendo esporadicamente em coleções. A propagação é feita por semente e as plantas iniciam a floração cerca de 5 a 7 anos após a sementeira. No caso da planta das fotos, a primeira inflorescência apareceu ao fim de uns 10 anos, provavelmente porque passou muitos anos em vaso antes de ser transplantada para o chão. Outras leituras: https://www.llifle.com/.../Aloaceae/33168/Aloe_reitzii https://pza.sanbi.org/aloe-reitzii-var-reitzii https://www.ruthbancroftgarden.org/plants/aloe-reitzii/