ecos de pedra | blog



Ophrys é um género de orquídeas herbáceas, perenes, permanecendo no período quente e seco do ano, na forma de tubérculos subterrâneos. As folhas, verdes e sem manchas, são ovadas a lanceoladas e estão dispostas helicoidalmente. As flores são muito variáveis consoante as espécies e visualmente muito especiais.


A polinização neste género, tem características peculiares, uma vez que as flores fazem lembrar as flores de insectos, na sua cor, aspecto, pilosidade e odor, como os himenópteros (vespas, abelhas, abelhões, etc.).

O odor emanado por estas orquídeas, imita o das feromonas femininas dos insectos. Esta semelhança é muito específica, levando um macho de uma espécie, a ser atraído pela flor de uma Ophrys específica e a tentar copular com ela. Nesse processo, as polínias ficam frequentemente aderidas à cabeça ou abdómen do insecto. Mais tarde, quando este visita uma nova flor, deposita lá o pólen, recolhendo ainda novas polínias que seguirão consigo até uma outra flor.

 A classificação das espécies neste género não é muito consensual, podendo variar muito em grupos como os das O. fusca, O. scolopax e O. tenthredinifera.


Em Abrantes, podemos encontrar cinco espécies, sendo que algumas aparecem muito localizadamente e em reduzido número de indivíduos. Por questões de proteção das plantas, não são divulgadas as suas localizações.



Ophrys apifera (erva-abelha)


É sem dúvida a espécie mais frequente. Reconhece-se facilmente pela cor rosa das suas flores, sendo a última das Ophrys a florir. É ainda a Ophrys de maior porte, podendo ultrapassar os 50 cm de altura, quando em floração. Habita pastagens e prados em clareiras de matagais e tomilhais, em solos mais ou menos húmidos, relativamente profundos, ácidos ou básicos. Por vezes aparece em espaços relvados, valetas e bermas de estrada com gramíneas e outra vegetação herbácea. 






Ophrys lutea (erva-vespa; abelhinha; orquídea-abelha-amarela)


Distingue-se facilmente das outras espécies de Ophrys, pelo amarelo das suas flores, as quais aparecem por volta do mês de abril.

Habita pastagens e prados em clareiras de matagais e taludes mais ou menos expostos, por vezes nas margens de estradas e caminhos rurais. Por cá, aparece apenas muito pontualmente, em solos aparentemente calcários. 





Ophrys scolopax (flor-dos-passarinhos; erva-abelha-de-bico)


Habita prados, pastagens e clareiras de matos, margens de caminhos, em sítios soalheiros ou de meia-sombra, em solos preferentemente básicos.

O período de floração, situa-se geralmente entre o da O. tenthredinifera e o da O. apifera, por volta de março-abril. As sépalas são rosa e poderão aparecer em tons mais ou menos escuros a quase esbranquiçados

Scolopax faz referência à forma do ginostemo, que lembra a cabeça de um pássaro.

Das cinco espécies de Ophrys aqui apresentadas, esta é, provavelmente, a que aparece menos frequentemente no concelho de Abrantes.





Ophrys speculum ssp. speculum (erva-abelha-lusitana, abelhinha, erva-abelha, erva-espelho)


Habita pastagens e prados em clareiras de matagais e taludes mais ou menos expostos. Tal como a Ophrys lutea, em Abrantes, apenas parece ocorrer muito pontualmente, associada a solos básicos e pedregosos.

Esta espécie é muito fácil de identificar quando se encontra em floração. As flores, contam com três sépalas externas glabras, de coloração entre o esverdeado e o amarelado. O labelo é trilobado, ligeiramente convexo, viloso, está dotado de pêlos nas margens e de uma mancha central escura, azulada a lilás, com brilhos metálicos, que se assemelha à figura de uma abelha. Speculum, em latim, significa espelho.





Ophrys tenthredinifera (erva-abelhão)


É uma das primeiras espécies do género Ophrys, a florir por cá. O pico da floração geralmente acontece em meados de março, com alguma variação consoante o clima vá seguindo em cada ano. No início de abril, a floração está mesmo a terminar e já são poucas as flores que se vêm abertas ou em bom estado. Tal como O. apifera e O. scolopax, também apresenta flores de cor rosa.

Habita prados e pastagens algo húmidos, tomilhais e clareiras de matos, em locais expostos ou ensombrados, com solos básicos ou ligeiramente ácidos.



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floração ou inflorescência de strelitzia nicolai, fotografada no Jardim Botânico de Lisboa
Por ecos • 21 de setembro de 2026
É uma das três espécies de 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 de maior porte, a par da S. caudata e S. alba , possuindo hábito arbóreo. Semelhante a uma bananeira gigante, apresenta múltiplos caules lenhosos eretos que atingem de 8 a 12 m de altura, as touceiras formadas podem expandir-se por mais de 4 m. O caule é lenhoso e de textura lisa, apresentando coloração que varia do cinza-claro ao cinza-escuro e marcas deixadas pelas cicatrizes de folhas antigas. Presas ao caule por pecíolos longos e espessos, encontram-se folhas enormes e opostas, brilhantes e de cor verde-acinzentada, cujos limbos podem atingir até 2 metros de comprimento. Essas folhas rasgam-se com o vento, passando a lembrar penas gigantes. A flor da 𝘚𝘵𝘳𝘦𝘭𝘪𝘵𝘻𝘪𝘢 𝘯𝘪𝘤𝘰𝘭𝘢𝘪 pode atingir até 500 mm de comprimento. As flores apresentam sépalas brancas e pétalas azuis, sendo compostas por cinco brácteas em formato de barco, de coloração azul-arroxeada. O conjunto floral assemelha-se à cabeça de uma ave, com uma crista branca e um bico arroxeado. A planta pode florescer durante todo o ano, com um pico de floração na primavera e no verão. Após a floração, surgem as cápsulas de sementes. As sementes são pretas e apresentam na sua extremidade, um tufo de arilo lanoso de cor laranja-vivo. São produzidas principalmente no outono e no inverno.
Por ecos • 8 de setembro de 2026
O dragoeiro, como é geralmente conhecido, é uma espécie de porte arbóreo, robusto, arquitectural e exótico, fazendo lembrar um fóssil-vivo, nativa da região da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde). O tronco ramifica-se após a floração, formando uma copa densa e ampla em formato de guarda-chuva, que pode atingir mais de 15 metros de altura. É uma espécie de crescimento lento, extremamente resiliente que pode viver centenas de anos. Possui folhas rígidas, pontiagudas e verde-acinzentadas dispostas em rosetas. As flores são pequenas e esverdeadas, dando origem a bagas globosas de cor laranja quando maduras. Está classificada na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “Vulnerável (VU)” no seu estado selvagem, embora muitas avaliações regionais e fontes a apontem localmente como “em perigo” devido à forte fragmentação e redução das populações naturais, devido à destruição do habitat. Apesar disto, é muito cultivada e apreciada mundialmente como planta ornamental e no paisagismo. Em Portugal continental, os exemplares mais antigos, famosos e monumentais de dragoeiro, podem ser observados em Lisboa, integrados em jardins históricos, tais como o Jardim Botânico da Ajuda e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Há também exemplares ornamentais noutras regiões do país, principalmente no litoral, em zonas de clima ameno e livres de geadas, podendo encontrar-se bons exemplares na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve. A sua característica mais famosa é a seiva translúcida que, ao oxidar em contacto com o ar, se torna vermelha e pastosa. Esta resina foi historicamente muito valiosa para fins medicinais e tinturaria. 
Por ecos • 26 de outubro de 2025
Esta salva, como o próprio nome sugere, é nativa das Ilhas Canárias. É uma espécie que pode atingir facilmente 2 m de altura e largura. A variedade “ candidissima ”, caracteriza-se por apresentar uma folhagem com maior quantidade de pelos esbranquiçados/acinzentados que a forma típica da espécie, o que lhe confere um aspeto prateado. As folhas, de forma algo triangular, são altamente aromáticas. Quando se encontra em floração, as longas inflorescências, os cálices e brácteas magenta ou púrpura das flores, tornam a planta muito vistosa. É uma espécie muito apropriada para jardins rochosos, jardins mais ou menos secos, bem drenados e ensolarados. Apesar de ter alguma resistência à secura do solo, a aplicação de água adicional no verão, permite prologar a floração, praticamente desde a primavera ao outono e ao mesmo tempo, tornar as plantas mais atraentes. Tem alguma resistência às geadas, aqui no jardim, já passou vários invernos com a temperatura mínima a descer a -4 / -5 º C. Caso se queime com as geadas, um corte a cerca de 20-30 cm do solo, permite que as plantas regenerem facilmente na primavera. Mantendo as plantas em locais bem arejados e drenados, revela bastante resistência a doenças e pragas. Reproduz-se facilmente por semente ou estacaria. É por tudo isto, uma espécie muito adequada para jardins em que haja espaço disponível para crescer na sua plenitude, criando facilmente pontos de interesse, tanto pela folhagem, como pela floração colorida.
Flores de cebola albarrã (drimia maritima)
Por ecos • 24 de outubro de 2025
No último dia de setembro, aproveitando o calor que ainda se fazia sentir ao entardecer, os pés fizeram-se ao caminho num pequeno troço da designada Via Romana |PR4, no concelho vizinho de Sardoal. Deixando a viatura no parque de estacionamento da zona industrial, o percurso começa junto à pequena rotunda nas proximidades da Abrangreen. Como os dias são mais curtos, para aproveitar ainda alguma luz decente para tirar fotografias às plantas, era necessário não alongar muito o percurso. Iniciando a marcha a partir da rotunda, seguindo sempre pelo caminho em terra, sem derivações para trilhos laterais, este troço da PR4 – Via Romana alcança a Rua de S. Bartolomeu e termina quando esta intersecta com a EN359/Rua das Flores, que em sentido ascendente leva à localidade de Valhascos. De uma extremidade à outra do percurso distam 1,95 km, ida e volta representa praticamente 4 Km. 
Por ecos • 25 de agosto de 2025
𝘌𝘶𝘱𝘩𝘰𝘳𝘣𝘪𝘢 𝘣𝘢𝘭𝘴𝘢𝘮𝘪𝘧𝘦𝘳𝘢 Jardim Botânico - Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), Rua da Escola Politécnica Espécie nativa das Ilhas Canárias, oeste de Marrocos e Saara Ocidental. Arbusto semi-suculento, que pode desenvolver-se numa grande diversidade de formas, desde mais ou menos rastejante até uma pequena árvore de 2 (5) m, conforme as condições a que se encontra exposto, geralmente bastante ramificado desde a base. Cresce em zonas rochosas e solos arenosos. É conhecida pela sua resina perfumada (“balsamifera” assim o sugere), sendo utilizada para fins medicinais. Na medicina tradicional, a resina é usada como remédio para várias doenças, incluindo infeções de pele, distúrbios digestivos e problemas respiratórios. É uma espécie muito interessante para cultivo em jardins secos ou de baixa disponibilidade hídrica, em zonas de invernos amenos, livres de geadas. É igualmente procurada, pela facilidade com que se cultiva em vaso, formando exemplares esculturais de bonsai suculentos. https://www.ulisboa.pt/patrimonio/jardim-botanico-de-lisboa https://llifle.com/.../Euphor.../17339/Euphorbia_balsamifera https://www.botanicohub.com/plant.../euphorbia-balsamifera As fotos que se seguem, mostram algumas das plantas notáveis, existentes no Jardim Botânico - Museu Nacional de História Natural. 
Por ecos • 20 de agosto de 2025
𝘌𝘶𝘱𝘩𝘰𝘳𝘣𝘪𝘢 𝘱𝘪𝘴𝘤𝘢𝘵𝘰𝘳𝘪𝘢 (figueira-do-inferno) Endémica do Arquipélago da Madeira (Ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas, estando ausente das Ilhas Selvagens) Habita em locais secos, pedregosos e ensolarados, como falésias costeiras ou zonas perturbadas a baixas altitudes, quentes e de menor pluviosidade do arquipélago, indo do nível do mar até cerca de 300 (600) m de altitude. Arbusto suculento de uns 2 m de altura, copa de aspecto arredondado, formada por caules bastante ramificados. As folhas encontram-se nos ápices dos ramos e os caules ficam praticamente sem elas, nos períodos quentes e secos. Floresce de janeiro a agosto, as flores amarelas-esverdeadas (a vermelho-escuro) dão lugar aos frutos (cápsulas) de cor avermelhada quando maduros, onde se inserem as sementes. Os nectários das flores, produzem uma substância que atrai as moscas e outros insectos, promovendo assim a sua polinização. O epíteto “piscatoria” foi atribuído em referência ao uso do seu látex, para atordoar os peixes presos em cavidades de rocha, cheias de água à beira-mar pela subida das marés. Espécie de elevado potencial ornamental, especialmente para quem se interessa por plantas suculentas ou caudiciformes. Pode cultivar-se no exterior, mas apenas em jardins costeiros ou zonas sem geadas, em solos bem drenados ou jardins rochosos, ou em vaso, possibilitando a recolha das plantas para abrigo nos dias em que se preveja a queda de geada. Propaga-se facilmente por sementes. Outras leituras: Árvores e Arbustos de Portugal https://www.arvoresearbustosdeportugal.com/.../figueira.../ Flora-On Madeira https://madeira.flora-on.pt/?q=Euphorbia+piscatoria BioDiversity4All – fotos da espécie na natureza https://www.biodiversity4all.org/.../342090.../browse_photos Dias com Árvores https://dias-com-arvores.blogspot.com/.../pescando-em... Fotos 1 a 5: Jardim Garcia de Orta, Parque das Nações, Lisboa | março 2024
Por ecos • 15 de agosto de 2025
𝘌𝘶𝘱𝘩𝘰𝘳𝘣𝘪𝘢 𝘮𝘦𝘭𝘭𝘪𝘧𝘦𝘳𝘢 (alindres, figueira-do-inferno, alhendros, figueira-de-alhendros) Parque de Monserrate, Sintra | março 2024 Arbusto ou pequena árvore, podendo atingir 8 m de altura, endémica da Ilha da Madeira e Canárias. Floresce na primavera. As flores são têm um leve cheiro a mel. Pode utilizar-se em jardins em Portugal, apreciando alguma sombra e humidade, onde adquire um aspecto mais luxuriante, mas também em locais mais expostos e ensolarados. Suporta geadas, desde que não sejam muito fortes e prolongadas. Propaga-se facilmente por semente. Em alturas do ano mais secas, perde parte da folhagem, ficando os caules mais expostos e assemelhando-se a uma planta suculenta. Outras leituras: Flora-On Madeira https://madeira.flora-on.pt/?q=Euphorbia+mellifera Árvores e arbustos de Portugal https://www.arvoresearbustosdeportugal.com/.../alindres.../ Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Euphorbia_mellifera
Por ecos • 10 de agosto de 2025
𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘩𝘢𝘻𝘦𝘭𝘪𝘢𝘯𝘢 𝘷𝘢𝘳. 𝘩𝘰𝘸𝘮𝘢𝘯𝘯𝘪𝘪 (𝘴𝘺𝘯. 𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘩𝘰𝘸𝘮𝘢𝘯𝘯𝘪𝘪) (Planta produzida em cultivo 𝘪𝘯 𝘷𝘪𝘵𝘳𝘰, na Succulent Tissue Culture, NL; Ref: STC.10051, 2012) Endémica das falésias nas Chimanimani Mountains, em Moçambique e Zimbabwe, onde cresce em zonas rochosas e sombreadas, a 1600 – 2300 m de altitude. Distingue-se facilmente de outras espécies de 𝘈𝘭𝘰𝘦, pelo seu hábito de crescimento pendente e a margem da folha hialina, quase translúcida. Forma tufos compostos por vários caules, que podem atingir 75 cm de comprimento e até 2 cm de espessura. Produz inflorescências simples, de 30–50 cm de altura, curvando-se para cima. Fotos da espécie na natureza: https://www.mozambiqueflora.com/speciesdata/species.php... https://www.zimbabweflora.co.zw/speciesdata/species.php... https://www.gbif.org/occurrence/4993765055
Por ecos • 5 de agosto de 2025
𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘤𝘢𝘭𝘤𝘢𝘪𝘳𝘰𝘱𝘩𝘪𝘭𝘢 ( syn. 𝘎𝘶𝘪𝘭𝘭𝘢𝘶𝘮𝘪𝘯𝘪𝘢 𝘤𝘢𝘭𝘤𝘢𝘪𝘳𝘰𝘱𝘩𝘪𝘭𝘢) (Planta produzida em cultivo 𝘪𝘯 𝘷𝘪𝘵𝘳𝘰, na Succulent Tissue Culture, NL; 2008; Ref: STC.010024, clone 2) Espécie restrita a uma pequena área a leste do Massif d’Itremo, província de Fianarantsoa, no centro de Madagáscar, a cerca de 1.300 – 1.400 m de altitude. Habita em afloramentos de mármore calcário, expostos e sazonalmente dessecados, em areia calcária fina e solo argiloso em fendas, entre cascalho de mármore, em conjunto com gramíneas e outras suculentas. Aloé compacto, forma pequenos tufos de vários rebentos que aparecem a partir da base. O caule é curto, mas alongado, densamente coberto por folhas e restos de folhas secas persistentes. As folhas verde-azulado escuras, de uns 5 - 8 cm de comprimento, apresentam um arranjo dístico (que se dispõem em duas filas opostas, de um e outro lado de um mesmo eixo). As folhas velhas permanecem na planta por muito tempo e podem atuar como meio de conservar a humidade perto das raízes. Estas possuem um canal ao longo da parte superior, mas na natureza, durante a estação seca, as margens das folhas dobram-se e os dentes marginais claros entrelaçam-se, lembrando quase, as mandíbulas de um crocodilo. Este arranjo invulgar das folhas em forma de leque, parece ideal para as plantas se adaptarem às fendas e fissuras das rochas onde crescem. A planta tem uma forma bastante estilizada e arquitetónica. No período de floração, geralmente em dezembro – janeiro, em Portugal, aparecem inflorescências não ramificadas, delgadas, de até 40 cm de comprimento, onde se inserem as pequenas flores brancas, uma cor pouco habitual no género 𝘈𝘭𝘰𝘦. Quanto ao cultivo, e tendo em mente a característica calcária do substrato onde cresce, na natureza, recomenda-se um composto drenante e grosseiro, contendo se possível, lascas de calcário, cascalho e areia com um pouco de turfa ou substrato orgânico adicionado. Ainda como nota de tratamento, é de referir que cultivo esta espécie no exterior o ano inteiro, embora abrigado por telheiro, da chuva e do sol direto. Nos dias mais frios do inverno, encontra-se protegido por manta térmica (tela anti-geada) e a rega é reduzida ao mínimo, cerca de duas vezes por mês, mas mantendo ainda alguma humidade do solo, enquanto se encontra em floração. Por fim, o crescimento é bastante lento, não sendo das espécies mais fáceis de cultivar, em comparação com outras espécies de aloé de pequeno porte. Informação adaptada e que se encontra disponível para utilização mediante licença ( https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ ), em: «Aloe Calcairophila Aloaceae». Protected Areas, https://protectedareas.mg/document/show/164435 Fotos da espécie na natureza: https://www.biodiversity4all.org/.../363196.../browse_photos A planta das fotos que se seguem, foi produzida em cultivo 𝘪𝘯 𝘷𝘪𝘵𝘳𝘰, na Succulent Tissue Culture , NL; 2008; Ref: STC.010024, clone 2
Por ecos • 28 de julho de 2025
𝘈𝘭𝘰𝘦 𝘳𝘦𝘪𝘵𝘻𝘪𝘪 Tem a sua distribuição natural, numa pequena área do distrito de Mpumalanga, no norte de KwaZulu-Natal (África-do-Sul). As plantas são acaules, formando rosetas solitárias de 60 a 90 cm de altura, de folhas verde-azuladas e espinhos castanho-avermelhados. Espécie rústica e tolerante a algum frio e geadas (-6º C ?), sendo por isso uma boa opção em jardins, onde outras espécies são mais afetadas pelo inverno. As inflorescências aparecem no fim do verão ou início do outono e as plantas completam a floração antes do frio aparecer e fazer estragos. Apesar destas características que jogam a favor da sua utilização em jardinagem, é relativamente rara, aparecendo esporadicamente em coleções. A propagação é feita por semente e as plantas iniciam a floração cerca de 5 a 7 anos após a sementeira. No caso da planta das fotos, a primeira inflorescência apareceu ao fim de uns 10 anos, provavelmente porque passou muitos anos em vaso antes de ser transplantada para o chão. Outras leituras: https://www.llifle.com/.../Aloaceae/33168/Aloe_reitzii https://pza.sanbi.org/aloe-reitzii-var-reitzii https://www.ruthbancroftgarden.org/plants/aloe-reitzii/