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O outono não tem de ser necessariamente uma época de folhas castanhas, sem cor nem flores. Existem várias espécies de plantas, algumas mais rústicas que outras, que podem ser utilizadas nos jardins, criando pontos de cor e atratividade, numa época em que a muitas plantas se encontram dormentes ou com um crescimento reduzido.
Fica a sugestão de cinco espécies, que prometem alegrar qualquer espaço nesta estação fresca do ano.
𝘊𝘢𝘮𝘦𝘭𝘭𝘪𝘢 𝘴𝘢𝘴𝘢𝘯𝘲𝘶𝘢 | camélia-sasanqua ou camélia-de-outono
(ilhas Ryukyu, Kyushu, Shikoku, do sul do Japão)
Espécie que forma um arbusto grande ou pequena árvore até 5 m de altura. Apresenta folhas perenes, lustrosas, flores muito vistosas de 5-7 cm de diâmetro e agradavelmente perfumadas. Tal como na 𝘊𝘢𝘮𝘦𝘭𝘭𝘪𝘢 𝘫𝘢𝘱𝘰𝘯𝘪𝘤𝘢, existem igualmente cultivares de flores de vários tons de rosa, branco e vermelho, podendo ser simples a dobradas.
Os cultivares de crescimento mais lento, são particularmente adequados para cultivo em grandes vasos, mantendo-se facilmente densos, sem necessidade de poda ou qualquer intervenção, para além da eliminação de um ou outro ramo mal posicionado ou seco.
Tolerante ao frio, mas sofre um bocado com os escaldões do sol no verão, preferindo, em zonas mais quentes, uma posição sombreada pela folhagem de árvores e um solo húmido, de natureza ácida.
Outras leituras:
https://www.portaldojardim.com/pdj/2015/10/05/camellia-sasanqua-thunb-1784/
https://www.gardenia.net/genus/camellias-sasanqua
𝘑𝘶𝘴𝘵𝘪𝘤𝘪𝘢 𝘤𝘢𝘳𝘯𝘦𝘢 (𝘴𝘺𝘯. 𝘑𝘢𝘤𝘰𝘣𝘪𝘯𝘪𝘢 𝘤𝘢𝘳𝘯𝘦𝘢)
Continuando nas florações de outono, é impossível não falar da jabobínia, um arbusto perene de até 2m de altura, nativo da Mata Atlântica do Brasil e partes da Argentina e Paraguai. Para além das grandes folhas de um verde-escuro, apresenta umas inflorescências muito vistosas que podem atingir 20 cm de comprimento, rosa vivo a avermelhadas, cujas flores são polinizadas por colibris e borboletas.
Dá-se particularmente bem em localizações sombrias, debaixo das copas de árvores, onde outras espécies arbustivas teriam dificuldade em florir. É de crescimento rápido e tem preferência por solos orgânicos e regas regulares. Em condições adequadas de cultivo pode florir várias vezes por ano. É sensível ao frio, pode queimar-se com a geada.
𝘓𝘦𝘰𝘯𝘰𝘵𝘪𝘴 𝘭𝘦𝘰𝘯𝘶𝘳𝘶𝘴 | rabo-de-leão
África-do-Sul
Arbusto perene de crescimento rápido, que pode ultrapassar 2 m de altura. Os ramos eretos, terminam em inflorescências de flores compridas e aveludadas de um laranja muito vivo, ou brancas na variedade “albiflora”. Na natureza, as flores são principalmente polinizadas por aves, atraídas pelo seu néctar doce, mas também atraem abelhas e borboletas.
Utiliza-se frequentemente em jardins mediterrânicos, suporta regas pouco frequentes e alguma geada. Em anos de geada forte, rebrota das touceiras lenhosas, rente ao solo.
Outras leituras:
https://pza.sanbi.org/leonotis-leonurus
𝘙𝘩𝘰𝘥𝘰𝘥𝘦𝘯𝘥𝘳𝘰𝘯 'Goldflimmer'
Arbusto de folhas perenes, lustrosas e variegadas, de manchas amarelas, alinhadas ao longo da nervura principal e grandes flores púrpura ou lilases, o que o torna muito decorativo o ano inteiro. Embora floresça mais profusamente na primavera, a floração também poderá ocorrer no outono, com menor quantidade de flores.
Cresce de forma compacta e lentamente, mantendo-se facilmente sem necessidade de poda ou qualquer intervenção, para além da redução de um ou outro ramo mais desalinhado. Ainda assim, com o passar dos anos pode atingir 1,5 a 2 m de altura.
Tolerante ao frio, mas sofre um bocado com os escaldões do sol no verão, preferindo, em zonas mais quentes, uma posição sombreada pela folhagem de árvores e um solo húmido, de natureza ácida.
A sua origem não é clara, pensando-se que poderá ter origem casual, no Rhododendron catawbiense ou no R. ponticum.
𝘙𝘶𝘦𝘭𝘭𝘪𝘢 𝘮𝘢𝘬𝘰𝘺𝘢𝘯𝘢
Brasil
Espécie da família das Acantáceas, muito ornamental, de folhas aveludadas e cor púrpura na sua página inferior. No verão, deve ser cultivada em ambiente sombreado, pois não gosta do sol escaldante e prefere estar sempre bem regada. No outono, quando o tempo começa a refrescar e a ficar mais húmido, cresce mais viçosamente e entra em floração.
Fotos 1, 2, 3, 5: planta que tenho a crescer num canteiro do jardim, à sombra de uma árvore; foto 4: planta num canteiro assilvestrado do Parque da Liberdade, Sintra
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